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sábado, 4 de abril de 2015

Quem quer ser Master Sommelier? SOMM!

Provas podem ser momentos tensos. Mesmo o estudante mais tranquilão pode se ver, em algum momento, obrigado a estudar de maneira minimamente sistemática. As provas continuam pelo vestibular (hoje ENEM), pela universidade, com graus variados de dificuldade. Alguns loucos ainda perseguem as provas na vida profissional, seja em concursos para mestrado, doutorado, seja para cargos públicos bem remunerados. A labuta pode chegar a durar anos e anos de muito estudo e dedicação. O mundo do vinho, com sua pompa e seus mistérios imperscrutáveis, não poderia estar alheio ao universo das provas. Sim, elas existem e são muito, muito difíceis. Os títulos de Master of Wine e Master Sommelier são reconhecidos por todo o universo vitivinícola pelo elevadíssimo nível de dificuldade das provas e testes e aqueles que conseguem obtê-los são considerados seres à parte dos demais, verdadeiros cavaleiros Jedi em sintonia com a Força que habita o vinho.
O documentário Somm, do diretor Jason Wise, retrata as dificuldades e os contratempos de quatro dedicados jovens sommeliers cujo maior sonho é passar nas provas para o título de Master Sommelier. A dedicação, as renúncias, o desespero, a ansiedade são retratadas de maneira muito eficaz, numa verdadeira imersão do telespectador na vida diária destes quatro obstinados estudantes. Absolutamente imperdível para quem aprecia vinho e quer conhecer o quão difícil e pouco glamurosa pode ser uma carreira no mundo vitivinícola. Disponível no www.netflix.com.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Vinhos no cinema - Episódio III - Bottle Shock

    A história do julgamento de Paris é um dos clássicos da cultura enológica. O inesperado resultado do concurso promovido por Steven Spurrier em 1976 deixou claro que era possível fazer vinhos de primeira classe fora da França.
    Se Mondovino se distancia da fórmula Sideways, aqui temos um retorno a ela. O filme dirigido por Randall Miller tenta transmitir a história de maneira fácil e descontraída, atraindo também os não-amantes de vinho. Assim, consistentes doses de drama, amor e comédia são adicionadas à trama, nem sempre de maneira natural ou harmônica. Diversas cenas caem num lugar comum e parecem plastificadas e cansativas. É uma boa proposta de educação enológica, mas como filme em si deixa muito a desejar.
    Vale a pena assistir este capítulo da Wine Library TV com George Taber, o único jornalista presente na degustação.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vinhos no cinema - Episódio II - Mondovino

    O documentário de Jonathan Nossiter é mais um daqueles filmes imperdíveis sobre vinho. Aqui temos uma espécie de antítese de Sideways: filmado com uma câmera portátil, Mondovino nos mostra as entranhas, o lado B da vinicultura, com entrevistas a renomados produtores dos Estados Unidos, França e Itália. Passeando pelos vinhedos e lançando mão de ângulos e focos inusitados, Nossiter ressalta a todo tempo a dicotomia entre tradição e globalização, o velho e o novo, o terroir e a indústria. Figurões como Robert Parker, Michel Rolland e os Mondavi são demonizados como arautos da homogeneização enológica promovida pelos novos tempos.
    Sem querer destrinchar questões complexas como os efeitos, positivos e negativos, da globalização e massificação, creio que a verdadeira lição que tiramos de Mondovino não é tanto a de que existem heróis e vilões enológicos. Temos gostos e preferências diferentes, mas é importante mantermos a cabeça aberta. A quantidade de vinhos que temos para provar por aí é grande demais para nos prendermos a modelos pré-definidos de bom e ruim.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vinhos no cinema - Episódio I - Sideways

    Como começar a falar de vinhos no cinema sem abordar Sideways? O filme dirigido por Alexander Payne revelou-se um estrondoso sucesso, faturando mais de cem milhões de dólares e ganhando popularidade até fora dos Estados Unidos1. A trama, contada de maneira tipicamente hollywoodiana, gira em torno das vicissitudes de dois quarentões, um em busca de um editor para seu livro e outro de, digamos, aventuras mundanas. Tudo sempre regado a vinho. O filme gerou reações muito positivas da crítica mas os conhecedores não perderam tempo em apontar os nefastos efeitos das preferências de um dos personagens nas vendas de Merlot. Além do fato de que o vinho preferido do mesmo personagem era composto em sua maior parte por uvas que ele dizia detestar.
    Mesmo com todas as inconsistências e o estilo meio pedante e pasteurizado de um filme feito para o tradicional gosto norte-americano, creio que o real mérito de Sideways tenha sido atrair um público que considerava o vinho uma bebida complicada e inacessível. Transplantado das páginas das revistas especializadas, o vinho é mostrado como algo que pode fazer parte do nosso dia a dia de pessoas comuns. Quem sabe não precisamos de um Sideways brasileiro?
    Aos que não viram, não deixem de fazê-lo o mais rápido possível. Aos que já viram, não percam este incrível remake japonês:  

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