quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Quinta de Pancas Tinto - 2014

Já provamos por aqui diversas propostas interessantes da Companhia das Quintas, conglomerado português que reúne uma “herdade” e três quintas. Dentre estas últimas está a Quinta de Pancas, situada a poucas dezenas de quilômetros de Lisboa e comandada pelo enólogo Gilberto Marques. A Casa, além de cultivar uma bela quantidade de cepas diferentes, dispõe de extensa gama de produtos. Este Quinta do Cardo Tinto é uma das propostas mais humildes da Casa e consiste em um corte de Tinta Roriz, Cabernet Sauvignon, Merlot e Touriga Nacional. Há estágio em carvalho francês por seis meses.
Visual rubi claro, translúcido. No nariz, frutas vermelhas frescas, combinadas a alguma especiaria e madeira, que aparecem de maneira tímida. Não há muita coisa acontecendo por aqui. Em boca, é suave, redondo e agradável, com notas simples de frutas. Boa proposta para o dia a dia.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Burmester Jockey Club Tawny Reserve

Poucas coisas nessa vida são mais reconfortantes do que uma taça de Porto. A bebida, no entanto, vem sendo sistematicamente relegada à função de digestivo ou acompanhamento de sobremesas. Nada mais triste. Hoje, provamos essa proposta da Burmester, que passa por envelhecimento de sete anos em carvalho. Teoricamente, a classificação Tawny Reserve deve nos reservar alguma qualidade a mais do que os simples Tawny.

Coloração ocre, alaranjada, ainda vívida. No nariz, muita madeira, secundada por notas de amêndoas, nozes, ferrugem e frutas secas. Ainda há uma bela intensidade frutada, o que poderia sugerir algum espaço para envelhecimento. Em boca, o teor de açúcar é contrabalançado por reflexos de frutas, caramelo e café. Um interessante Porto, que parece ainda ter potencial para alguns anos de evolução.
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Vinha do Bispado - CARM - 2013

Um dos mais interessantes aspectos de se manter uma plataforma de escrivinhação e registro enológico como esta que nos acompanha há mais de um lustro é, por certo, a oportunidade de se construir uma certa memória, um certo repertório vinícola. Qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com este post, publicado há quase quatro anos, em que provamos esse mesmo Vinha do Bispado em sua safra 2010? A possibilidade de compararmos nossa impressão a respeito do mesmo vinho, ainda que em diferentes safras, é muito interessante. Pois bem. No decorrer desses dois anos que separam as duas safras, o corte do Vinha do Bispado permaneceu o mesmo, ao menos em termos de variedades: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O rótulo, por sua vez, mudou. E como ficou bonito!

Coloração rubi escuro, quase opaco. No nariz, um amálgama de especiarias como alecrim e pimenta do reino junta-se a discretas frutas em compota e toques equilibrados de madeira. Em boca, é potente e marcante, com muito corpo. Traz frutas, caramelo e café num final longo e agradável. Excelente!
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quinta Essência - Quinta do Casal da Coelheira - 2012

Diretamente da Terrinha vem uma interessante proposta da Quinta do Casal da Coelheira. A casa, que conta com 250 hectares de terras às margens do Rio Tejo, é comandada pela terceira geração da família proprietária e deve seu nome à abundante população de coelhos que frequenta as terras. Este Quinta Essência é um corte de Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Touriga Franca e estagiou em carvalho americano por oito meses.

Visual rubi intenso, mas com evidente halo que começa a revelar alguns tons de ocre, denotando evolução. No nariz, é potente, trazendo muita fruta vermelha fresca (cerejas, framboesas, groselha) junto a toques agradáveis de madeira bem integrada e notas discretas de especiarias do gênero louro. Muito elegante. Em boca, mostrou, novamente, muita potência e expressividade, cobrindo a língua com frutas e toques minerais-especiados. Final médio. Uma excelente e acessível proposta.
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terça-feira, 31 de maio de 2016

Faces Rosé - Lídio Carraro - 2015

Quase três anos se passaram desde que provamos o Faces, projeto da Lídio Carraro cujo escopo é mostrar o vinho brasileiro para o mundo durante os megaventos Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016. Naquela ocasião, havíamos provado o Faces tinto e branco, mas o rosé não estava ainda disponível. Pois é bem ele que temos hoje. É interessante o fato de que, até o momento, o Faces ainda se encontra relacionado, no site da Lídio Carraro, apenas à Copa do Mundo, não havendo menção a essa edição “olímpica”. De qualquer forma, trata-se de um rosé feito a partir de um corte de 50% Pinot Noir, 35% Merlot e 15% de Touriga Nacional.
O visual é de um rosado leve, translúcido. No nariz, frutas frescas como cerejas e morangos dominam a cena. Em boca, é leve, discreto e refrescante, como seria de se esperar. Uma proposta descontraída, que cumpre seu papel de aplacar o calor das terras olímpicas brasileiras.

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Protos - Vendimia Seleccionada - 2010

O termo grego “prótos” remete à qualidade da precedência histórica, ou da primazia entre pares. Aplica-se, portanto, a esta que foi a primeira vinícola fundada em Ribera del Duero, em 1927. A casa une tradição a projetos arquitetônicos arrojados e instalações portentosas. Este Vendimia Seleccionada 2010 é um varietal Tempranillo que passa 16 meses e foi muito elogiado pela crítica internacional.

Coloração púrpura muito intensa e negra, impenetrável. No nariz, é preciso se segurar para não cair da cadeira. Uma tonelada de frutas-passa junto a elementos minerais e amadeirados simplesmente te agarra e, num golpe de sumô dos mais poderosos, te lança ao chão. É realmente impressionante o poder expressado por este vinho. Muita, muita fruta negra, como há algum tempo não víamos. Em boca, repete a dose: a língua se reveste de uma poção pré-histórica de ameixas e mirtilos super concentrados combinados a madeira. Final longo, concentrado. Duas palavras o definem: poder e elegância. Sério candidato a melhor Vinhão do ano!
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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Alvarez de Toledo - Mencía Roble - 2010

A região de El Bierzo ainda não caiu nas graças do mercado internacional. A tradição vinícola da comarca espanhola, porém, é milenar, já registrada nos escritos de Plínio, o Velho. Por lá, reina soberana a uva Mencía, também ela uma ilustre desconhecida nos grandes palcos vinícolas globais. Tradição é palavra adequada para descrever a vinícola Alvarez de Toledo, que se orgulha de suas origens seculares em El Bierzo. A gama da casa é enxuta, contando com um branco e este tinto que provamos hoje. Trata-se de um varietal Mencía que estagia por 10 meses em carvalho francês e americano e que vem ganhando a imprensa internacional. Esta safra 2010 emplacou os místicos 90 pontos da Wine Enthusiast. Vejamos!

Coloração translúcida, de um rubi pálido, mas sem sinais de evolução. No nariz, a primeira impressão foi de cerejas e groselha junto a toques amadeirados e abaunilhados. Com o tempo, surgiram notas minerais e férreas, puxadas para ferrugem e pedras. Interessante. Em boca é leve e sutil, com corpo médio e discretas lembranças de frutas frescas. Curioso perceber que, mesmo passados seis anos, ainda se mantém saudável e ativo. Boa opção.
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